sábado, 10 de setembro de 2011

ALMEIDA LIMA NO CABARé : NECESSITAMOS ESTABELECER UMA "NOVA ORDEM POLÍTICA EM SERGIPE"




O deputado federal Almeida Lima (PMDB/SE) está convencido de que não existe nenhuma diferença de comportamento ético e moral entre o vice-governador de Sergipe, Jackson Barreto (PMDB/SE), e o senador da República, Renan Calheiros (PMDB/AL. “Defendi Renan. E que diferença há entre Jackson Barreto e Renan Calheiros?”, provocou o primo e  desafeto, durante a sabatina da 35ª edição do NósnoCabaré.comConvidados, na noite da quinta-feira (08).

No comparativo, prometeu divulgar, no programa Jornal da Ilha, apresentado pelo jornalista Gilmar Carvalho, ainda na manhã da sexta-feira (9), os documentos comprobatórios das defesas feitas por ele nos processos respondidos por Jackson Barreto.

“Ambos se envolveram em controvérsias perante a sociedade”, justificou Almeida, ao ser instigado a explicar se a comparação feita entre os dois peemedebistas tratava da suposta inocência de ambos ou da culpabilidade deles nos diversos episódios de corrupção em que figuraram. 

Almeida Lima garante que a absolvição de Renan Calheiros no plenário do Senado aconteceu, contabilizando os votos dos três senadores sergipanos. “Do próprio Renan, fiquei sabendo de forma antecipada dos votos pela absolvição declarados pelo senador Valadares e da senadora Maria do Carmo (DEM)”, informou, alegando não ter feito quebra de sigilo de votação, conforme afirmado pelo senador Valadares, em postagens recentes no twitter, diz Almeida.

Encosto

“São os incomodados que se mudam. E eu estou me mudando. Diferente do que declarou JB, de que estaria se livrando de um encosto, ele é que veio se encostar-se a mim em 2007, quando eu já estava no PMDB desde 2005”, fustigou Lima, anunciando filiação ao PPS, que acontecerá durante encontro regional do partido, a se realizar no próximo dia 23 de setembro, no plenário da Assembleia Legislativa de Sergipe.

O parlamentar acredita que deixará o PMDB sem qualquer risco de perda do mandato, conforme preconiza o princípio da fidelidade partidária. Ele alega portar tutela antecipada proferida, em 17 de julho último, em decisão monocrática da ministra Cármen Lúcia, fartamente justificada por motivo de perseguição política, já fundamentada em jurisprudência do TSE.

Perseguição

Segundo Almeida Lima, a negativa do registro de candidatura à reeleição ao Senado da República em 2010, o apoio à reeleição de Edvaldo Nogueira (PCdoB) à PMA em 2008 e a destituição do diretório municipal de Aracaju, nos últimos meses, e sem o conhecimento prévio da executiva nacional do PMDB, integraram as argumentações de perseguições de Jackson Barreto, presidente estadual do partido, durante a permanência de Almeida Lima na sigla.

“Em 2010, depois que fecharam uma chapa majoritária onde o PMDB não teria espaço para eu disputar a reeleição ao Senado, JB e o governador Marcelo Déda (PT) firmaram um acordo político para me indicar lideranças que nunca cumpriram. Fizeram tudo ao contrário. Onde eu fechei um acordo, eles foram por trás e desfizeram tudo para prejudicar a minha candidatura”, denunciou.      

Lima explica que somente as argumentações de perseguição do PMDB de Sergipe foram suficientes para lhe garantir juridicamente a saída do partido sem a perda do mandato federal. “Com argumentos jurídicos suficientes, não precisei levantar argumentos contra a executiva nacional, somente contra a local”.

Quem sondou?

Almeida Lima garante ter recebido pleitos do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), e do presidente nacional do partido, senador Valdir Raupp, para permanecer na sigla. Na tentativa de ser mantido no partido, reafirma ter, por duas vezes, sido sondado “por quem tem condições de indicar” para ocupar o Ministério do Turismo do Governo Dilma. “Ouvi que aguardasse porque este governo que está aí (Governo Dilma) não chegaria a um ano. Ele tinha razão!”.

Frustrando a insistência dos jornalistas, alegando deselegância para com o atual ocupante do cargo – ministro Pedro Novaes Lima; assim como, para com quem o sondou, recusou-se a declinar a autoria do convite.

Nova ordem 

Almeida justifica sua filiação ao PPS, reafirmando a necessidade de se estabelecer uma nova ordem política em Aracaju e em Sergipe, fundamentada em dois eixos: do respeito aos princípios éticos e morais na administração pública e da necessidade de eleger governantes eficientes e operosos para gerir a máquina administrativa. “Acredito que irei contribuir muito mais fazendo oposição ao governo federal, estadual e municipal”, justifica.

“É preciso eleger governantes eficientes e operosos. Não dorminhocos! Governantes que se preocupem em administrar para os interesses públicos e coletivos, acima dos interesses pessoais”, pregou. 

Nesta nova ordem política pregada pelo deputado, não há espaço para “políticos iguais que só se revesaram no poder em Aracaju e em Sergipe nos últimos 30 anos”.

Excluídos

No hall dos excluídos da ordem política de Almeida Lima, todos que exerceram cargos executivos nos últimos 28 anos em Aracaju e em Sergipe, nominando-se o ex-governador João Alves Filho, o atual  governador Marcelo Déda, o vice-governador Jackson Barreto, o senador e ex-governador Antônio Carlos Valadares (PSB), o ex-governador Albano Franco (PSDB) e o ex-prefeito João Augusto Gama (PMDB).

Em nome da parceria administrativa em favor da qualidade de vida dos aracajuanos, Almeida Lima admite ainda caminhar ladeado do prefeito Edvaldo Nogueira.

“Não dá para construir uma nova ordem com o atraso. É preciso pensar no futuro”, diz, esclarecendo que a nova ordem não tem a ver com a idade cronológica, nem com o tempo de vida pública exercida pelos políticos, mas trata de concepção de ideias e de políticas públicas de interesse social.

No encontro de contas de Almeida Lima, contra João Alves, pesam os escândalos da Navalha – recentemente denunciado pelo Ministério Público Federal, e o caso Fubras – alvo de investigação e denúncia do Ministério Público Estadual.

Segundo Almeida Lima, contra o ex-governador Antônio Carlos Valadares, depõem os “100 dias de greve na saúde e o escândalo do Banese, que teve gente presa”.

Nos casos de João e Valadares, segundo Almeida Lima, os governantes também devem a Sergipe pela gastança desnecessária em obras públicas mal planejadas, de alto custo, pouca utilidade coletiva e sem visão de futuro.

Luto oficial

Provocado, o deputado não manifestou boas expectativas sobre o governo de Marcelo Déda. “Aos nove meses, este governo já acabou. Agora, só se discute a sucessão de 2014 e 2018 e sem combinar com o povo. Ninguém espera mais nada deste governo. O governo acabou”, lastimou.

Na régua de Almeida Lima, João, Albano, Valadares e Déda têm a mesma medida. “As manchetes dos jornais dos governos João, Valadares, Albano e Déda são todas iguais”, diz o deputado, revelando que sua assessoria realiza um estudo histórico para fazer os comparativos dos governantes nas últimas três décadas.

Com Os Amorins

Questionado se, neste projeto político, haveria espaço para abrigar o grupo dos Irmãos Amorim: empresário Edvan Amorim (PRB) e Eduardo Amorim (PSC), que rebocam um elenco de mais de dez partidos em Sergipe, disse que “na nova ordem política cabem todos os sergipanos. A exclusão é pontual. Não cabem os que tiveram no centro do poder e feriram o princípio da moralidade pública”, argumentou, justificando “não poder responsabilizar quem nunca exerceu cargo executivo nas últimas três décadas”.

“Ele faz o que o sistema eleitoral do Brasil permite”, defendeu Almeida, ao ser perguntado sobre a quantidade de partidos liderada pelo empresário Edvan Amorim em Sergipe. “Déda tem dois partidos e daí? Quem nunca imaginou um petista que tem dois partidos?”, ironizou, referindo-se ao PT e ao PSD.

Crise interna

Ele garante que, atendendo a um convite da base do PPS e não da executiva nacional do partido, está em situação de conforto na sigla, assegurando que Nilson Lima preservará a presidência do partido e Marcos Aurélio será mantido no cargo de secretário-geral. “Quem propagou a crise interna, sequer estava dentro do partido”.

Almeida Lima trata a reação do ex-deputado federal João Fontes - ao tomar conhecimento de sua chegada ao PPS, como “futrica de figurinha que não tem estatura moral, nem história política comparável a sua”. 

“O PPS terá candidato próprio a prefeito de Aracaju. Isto já vinha sendo divulgado pelo partido antes da minha chegada. Hoje, digo que não sou candidato à PMA em 2012”, desviou.

O deputado se recusou a responder a pergunta de um internauta, sobre a possibilidade de apoio a um candidato apoiado pelo governador Marcelo Déda ou à candidatura de João Alves Filho (DEM/SE), em caso de disputa em segundo turno para prefeito de Aracaju.

    

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

LÍDER DO GOVERNO DÉDA É SABATINADO NO CABARé DE QUINTA


Posso vir a ser candidato a deputado federal nas eleições de 2014, mas isso é apenas uma possibilidade e tudo vai depender do agrupamento, mas guardem os seus votos para uma eleição a deputado estadual”. Foi o que disse na noite da última quinta-feira, o deputado estadual Francisco Gualberto (PT), na sabatina da 34º edição do NósnoCabaré.comConvidados.

Para Gualberto a antecipação das eleições de 2014 em um governo que está apenas há oito meses do segundo mandato é por falta de uma agenda positiva, mas porque aqueles que deixaram o Poder não se conformam em ficar fora dele.

Durante a sabatina Gualberto avisou que não poderia deixar de fazer comparações com o governo anterior. “Não se vive o presente sem conhecer o passado”, profetizou.

Também no Cabaré Gualberto revelou o desejo do governador Marcelo Déda (PT) em fazer concurso para a Policia Militar e Civil, num total de 500 vagas.

Base aliada

Uma coisa é o ideal, outra coisa é o real e esse governo não é do PT por ser um governo de coalisão, e não posso exigir de nenhum deputado que tenha o mesmo comportamento que o meu, assim como temos fogo inimigo que quer se estabelecer combatendo o seu próprio governo, mas posso dizer que a nossa bancada é leal. “O que é duro é ver alguém do partido combater o governo em busca de projetos pessoas”, disparou.

Saúde

Com relação à Saúde, Gualberto disse saber dos problemas que o Brasil e Sergipe enfrentam e que o caos hoje está em todo o País e que Brasil precisa cuidar melhor da saúde.

Hoje enfrentamos problemas, mas até 2006 enfrentávamos muito mais, citando como exemplo os vários municípios onde os hospitais estavam fechados como Propriá, Ribeirópolis, Itabaiana, Maruim, além de outros.

Gualberto lamentou em não ver nos jornais cobranças para abrir a pediatria dos hospitais privados, que, devido a falta desse atendimento acaba sufocando a rede publica estadual e municipal, competindo com os menos favorecidos.

Hoje temos os hospitais de Lagarto, Propriá e Itabaiana funcionando parcialmente e com leitos de UTI’s, que não existia no interior do Estado, e em breve todos estarão funcionando com todas as unidades. “O que temos hoje é um grupo que não se conforma em está fora do poder e querem voltar a qualquer custo, tipo morcego. É uma coisa ridícula, irresponsável e contraditória, até por ser hoje totalmente deferente do que era”.

Ainda de acordo com o deputado o que se buscou implantar em Sergipe e que está em fase de conclusão, foi elogiado pelo ministro da Saúde, que chegou a dizer que o modelo implantado em Sergipe será utilizado como modelo nacional.

Com relação às Clinicas de Saúde da Família, Gualberto disse que todos os municípios têm condições de colocar para funcionar, por receberem recursos federais para isso que é a atenção básica. “O problema das clinicas é que muitos vereadores perderam a sua boquinha com os hospitais regionais onde fazia clientelismo”, disparou.

Gualberto disse também que a falta de profissionais tem sido um dos grandes problemas tanto na capital como no interior.

Com relação ao Plano de Carreira dos servidores da saúde que esperam há cerca de 27 anos, Gualberto disse acreditar que até o final do ano esteja sendo votado na Assembleia Legislativa.

Salário

Já com relação aos salários dos servidores públicos, o deputado ressalta que algumas categorias ainda precisam ser contempladas pelo governo, lembrando que a Policia Militar, foi contemplada no primeiro governo tem hoje o segundo ou terceiro melhor salario do País, o Magistério que recebe o piso e será a única categoria no Brasil a receberá já em setembro 15,87% no salario.

Os Defensores Públicos também foram contemplados nesse governo, assim como o Fisco, mas tem algumas carreiras que ainda não foram contempladas, mas existe em andamento um plano de carreira para essas categorias “e é preciso que o governo olhe mais agora para esses servidores como olhou para as outras categorias, para que no final do governo esses servidores possam fazer uma comparação com os governos passados”.

- Todos os defensores reconhece nesse deputado a luta pela conquista, assim como a PM. Como sindicalista contribui de uma forma e hoje como deputado contribuo de outra forma -, frisou.

Diz ainda o deputado que pela primeira vez nos últimos 20 anos, aconteceu algo que não era comum, ou seja, todos os anos a reposição salarial perdia para a inflação, hoje, em nosso governo tem no mínimo a reposição inflacionaria.

Sou um líder do governo sem cargos no governo, onde qualquer um aliado tem mais cargos do que eu, disse Gualberto, sem demonstrar nenhuma magoa sobre isso. “Não conheço nenhum líder que possa contar de publico sem pedir segredo o que conto”.

Ele disse também que não vai aprovar nenhuma lei na Assembleia Legislativa que vá de encontro ao trabalhador. O embate que tenho na Assembleia é de coerência contra a incoerência, porque não tem uma posição contra o trabalhador.

Estava na oposição quando o ex-governador João Alves Filho retirou tudo do trabalhador e estou com o governo Marcelo Déda quando recuperou o que foi retirado do trabalhador, e a minha linha não mudará nada quando Déda deixar o governo.

CPI

Com relação a CPI da Deso, Gualberto disse que quem quer a CPI á a oposição, portanto não precisa dizer mais nada, até porque a CPI da Deso envolve a Gautama e que está sendo apurado pela Policia Federal, Ministério Público Federal e Estadual. “Uma CPI seria para dizer que doutor João Alves é acusa e que o seu filho é acusado. Então não precisa”.

Agenda Politica

Para o deputado, existe uma agende politico do governo Marcelo Déda, citando como exemplo o anuncio no inicio da semana na região Centro Sul do Estado, de investimentos da ordem de R$ 150 milhões para a agricultura familiar. A liberação de cerca de R$ 350 milhões por parte do BNDES para investimentos em infraestrutura. “Isso não é agenda politica?”, pergunta o deputado, citando ainda a construção de escolas profissionalizantes, que não existia há 157 anos, além de outras ações. Temos obras que foram inauguradas e outras que estão sendo inauguras e que serão inauguradas, portanto, temos sim uma agenda positiva.

Segurança

Com relação à segurança, o deputado observa que se fala muito dos policiais, mas esquecem de falar do crescimento da violência, não apenas em Sergipe, mas em todo o País.

Temos outra forma de combater a violência que a igualdade social, a educação, a inclusão, e que não pode se pode combater apenas o efeito, mas a causa. “A violência é complexa e no nosso governo esta buscando resolver”, disse lembrando que hoje a policia é muito bem equipada devido aos esforços da atual administração.

 FONTE - BellaMafia